Luis Horta e Costa desvenda o cenário imobiliário português em transformação

Portugal, uma joia ibérica banhada pelo Atlântico, tem se destacado no cenário europeu como um destino irresistível para turistas e investidores. Luis Horta e Costa, renomado especialista imobiliário e cofundador da Square View, oferece uma visão única sobre os atrativos que fazem deste país um polo de investimentos e um paraíso para quem busca qualidade de vida.

O mercado imobiliário português viveu um boom notável nos últimos anos, impulsionado por uma combinação de fatores favoráveis. Luis Horta e Costa destaca que as baixas taxas de juros implementadas pelo Banco Central Europeu e o aumento expressivo do turismo criaram um ambiente propício para investimentos. Cidades costeiras e centros urbanos históricos tornaram-se particularmente atraentes para investidores nacionais e internacionais.

No entanto, ventos de mudança sopram sobre o país. O governo português considera encerrar o programa de Residentes Não Habituais (RNH) já em 2024, uma decisão que preocupa especialistas como Luis Horta e Costa. “O programa RNH tem sido uma pedra angular na atração de talentos e capitais globais. A sua supressão poderia pôr em causa a nossa dinâmica”, alerta ele.

Apesar das incertezas, três regiões portuguesas continuam a se destacar como polos de investimento imobiliário: Lisboa, Porto e o Algarve. Lisboa, a capital cosmopolita, lidera o ranking. Luis Horta e Costa, cuja empresa Square View tem sede na cidade, elogia a mistura única de história e modernidade que a capital oferece. “A História é muito importante nas nossas vidas”, observa ele, referindo-se ao rico patrimônio arquitetônico da cidade.

O bairro de Alfama, o mais antigo de Lisboa, é um exemplo perfeito dessa riqueza histórica. Com mais de dois mil anos de história, Alfama oferece um labirinto de ruas estreitas que se estendem do Castelo de São Jorge até o Rio Tejo, proporcionando vistas panorâmicas deslumbrantes a cada esquina. Este bairro, que sobreviveu ao devastador terremoto de 1755, é um tesouro para quem busca viver em uma área com alma no coração da capital.

Porto, a segunda maior metrópole do país, segue como um destino popular para investimentos. Conhecida mundialmente por seu vinho, a cidade impressiona com sua cena cultural vibrante e arquitetura deslumbrante. A proximidade com o oceano e a mistura de tradição e inovação tornam Porto uma opção cada vez mais atraente para investidores e expatriados.

O Algarve, região costeira ao sul, completa o trio de ouro. Com mais horas de sol do que qualquer outra região europeia, o Algarve atrai aqueles que buscam um estilo de vida descontraído à beira-mar. Luis Horta e Costa reconhece o potencial da região, desenvolvendo projetos que mesclam o moderno com o histórico.

Um exemplo desses projetos inovadores é o empreendimento de Luis Horta e Costa na vila costeira de Melides, onde está criando um resort boutique que se assemelha a uma vila centenária. “Vou transformar em 25 pequenas, simpáticas e tradicionais vilas com uma praça no meio”, explica ele sobre o projeto, que busca capturar a essência da arquitetura tradicional alentejana.

O que torna Portugal tão atrativo? Segundo Luis Horta e Costa, são “as pessoas, o custo de vida, a segurança e o clima”. A hospitalidade portuguesa é lendária, fazendo com que visitantes e expatriados se sintam em casa. O custo de vida acessível, especialmente em comparação com outros destinos europeus, é outro grande trunfo. Nas cidades litorâneas, é possível desfrutar de refeições deliciosas por preços surpreendentemente baixos.

A segurança é outro fator crucial. Portugal ocupa uma posição de destaque no Índice Global da Paz, ficando em sexto lugar entre 163 países avaliados em 2022. Isso, combinado com o clima ameno e os mais de 300 dias de sol por ano em regiões como o Algarve, torna o país um destino ideal para quem busca qualidade de vida.

No entanto, Luis Horta e Costa adverte sobre os riscos potenciais do fim do programa RNH. Ele teme que isso possa levar a um êxodo de investidores estrangeiros, afetando negativamente setores como o imobiliário e o turismo. “Um êxodo maciço de capitais estrangeiros prejudicará o sector imobiliário português, o turismo e inúmeros outros sectores”, explica.

Apesar dos desafios no horizonte, o otimismo prevalece. A combinação única de beleza natural, riqueza cultural, segurança e qualidade de vida continua a fazer de Portugal um destino irresistível. Luis Horta e Costa e outros especialistas do setor acreditam que, com as políticas certas e um desenvolvimento sustentável, o país manterá sua posição de destaque no cenário imobiliário europeu.

Em conclusão, Portugal está em um momento crucial. As decisões políticas e econômicas tomadas nos próximos meses terão um impacto significativo no futuro do mercado imobiliário do país. No entanto, com sua beleza natural incomparável, rica herança cultural e qualidade de vida excepcional, Portugal continua a ser um destino atraente para investidores e expatriados do mundo todo. Como Luis Horta e Costa frequentemente ressalta, o verdadeiro valor de Portugal vai além dos números – está na experiência única que o país oferece a todos que o escolhem como lar ou destino de investimento.

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